quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Suicide Club como você nunca viu


SUICIDE CLUB

DE USAMARU FURUYA



 Sem a menor sombra de dúvidas, Suicide Club é um dos mangás mais controversos e que deixa muitas dúvidas no ar para seus leitores sofrerem com elas. 



Caso você faça parte daqueles que ainda não conhecem a obra, clique na imagem para conferir a resenha.








ATENÇÃO: Esta obra possui cenas de nudez, violência explícita, dentre outras temáticas do gênero. Não recomendamos caso você seja menor de 18 anos ou possua gatilhos sensíveis relacionados as temáticas citadas anteriormente. Entretanto caso queira continuar, bem... não podemos fazer nada!



 Para saciar a curiosidade, selecionamos alguns aspectos marcantes em Suicide club afim de refletir um pouco a respeito e, quem sabe, matar essas dúvidas (ou não né!)







O PRÓPRIO FURUYA

    A perspectiva estilística de Suicide Club é resultado da própria visão de Usamaru Furuya, autor da obra. Desde o colegial, o autor já se interessava por temáticas sombrias. Posteriormente estudou esculturas, técnicas abstratas e tridimensionais. Marcando assim seu estilo como mangaká.
    A maioria das suas obras possui a mesma conjuntura bizarra e grotesca, algumas mais, outras menos. São mangás que tem mais interesse de análise do que próprio enredo em sí, tornando suas histórias tão únicas.
    Alem disso, Suicide Club não é a unica obra do autor que gira em torno de "Club´s", mostrando talvez seu interesse pessoal em escrever sobre cultos e seitas dentro de um grupo, como em Litchi Hikari Club e Suicide Club, por exemplo.


"(...)Vejo que gosto mesmo de histórias tágicas sobre grupos (...) Mas nunca fui de fazer parte de um grupo. Achava legal, mas não conseguia me enturmar direito. Talvez seja por isso que agora sinto tanto uma admiração como um desejo maléfico de ver um grupo entrar em colapso."


QUEM É MITSUKO?



    Quando falamos de carisma, principalmente dentro de grupos, estamos nos referindo a uma pessoa que é  fonte de admiração e influência para os demais. Muitas vezes observa-se um grande fascínio dos outros personagens do grupo a respeito dessa figura carismática, perdendo até muitas vezes seus ideais pessoas e os substituindo pelo grupo. No caso de Suicide Club não seria diferente. Ou seria?
    Mitsuko com certeza assume esse papel dentro da obra. É caracterizada como alguém que todas as garotas queriam fazer amizade, possuía um sorriso gentil. Mas uma pessoa possuiria tamanha persuasão a ponto de fazer 54 garotas, incluindo ela mesma, se atirarem na frente de um metrô?
    Usamaru Furuya foi simplesmente genial nesse aspecto. Quem é Mitsuko? A questão não é quem e sim "o que?". O autor criou algo mais profundo que uma personalidade. Mitsuko é algo tão influente que é um conceito, um estilo de vida e acima de tudo, um ideal. Muito embora quando inicia-se a leitura achamos que seja uma pessoa específica, " A Mitsuko" e de fato é, mas no decorrer compreendemos que é um título (um bem forte por sinal). Isso e tão genial que chega a ser assustador.

 SAYA

   

    A vida pode ser bem difícil para alguém que não tem amigos. Dentro da obra são abordados inúmeros temas como automutilação, bullying, prostituição e muitos outros que rodearam Saya até seu ato de suicídio falho motivado por Mitsuko. Entretanto ela continuou com as mesmas práticas, mesmo depois que entrou no Club e esboçava um sorriso feliz. 
   Sei que parece estranho alguém encontrar um tipo de motivação e continuar com atitudes que dizem ao contrário. Mas observando melhor, percebe-se que o propósito de Saya ao conhecer o clube não foi de superar seus traumas, mas de confirma-los e aceita-los como forma de ser firme naquilo que pretendia fazer: suicídio.
   Outro fato bem comum que muitas pessoas não sabem a respeito de suicidas é que muitos deles simulam "melhorar" para que deixem de prestar atenção em sí e deem uma abertura para cometer o ato. Dentro do universo de Suicide Club, as atitudes de Saya demonstram uma mistura das duas perspectivas. 
    Desde pequena Saya dividia um diário com a melhor amiga Kyoko, onde compartilhavam seus sentimentos. Mesmo depois de conhecer e seguir cegamente os propósitos de Mitsuko, Saya continuou, com suas atitudes depreciativas a sí, entretanto seu fascínio por Mitsuko confirmava o porque seguia o clube. Deixando Kyoko sem saber como lidar com essa situação, pois com todos os problemas e coisas estranhas escritas no diário, ela estava sempre sorrindo e dizia-se feliz. 
   Mesmo depois de falhar em suicidar-se, muitas pessoas na rede revelavam anonimamente possuir a mesma atitude de Saya, como se ela tivesse um super poder sobrenatural de aceitação de sua dor, mas que levaria a um fim trágico. Pessoas com as mesmas cicatrizes emocionais que Saya.


" Estou sofrendo bullying na escola. Como não aguentava mais, tinha decidido me matar. Mas depois que achei a foto dela na internet, deixo sempre na cabeceira da minha cama. Ela está sempre sorrindo. Não estou sozinho."



FATOS SEM EXPLICAÇÃO LÓGICA



    Umas das coisas que com certeza chega até a dar mais medo do que as cenas gore em si, são as coisas estanhas e aparentemente sem explicação racional que acontecem dentro de Suicide Club, mas que fazem sentido. Só não seria normal acontecer. Como garotas mortas mandarem mensagens, até o fato de existir um sobrevivente em um suicídio em massa é impressionante. 
   No decorrer do mangá ocorrem vários assassinatos com pessoas que tiveram alguma relação nem que indireta com Saya, mas que simplesmente apareceram mortas no dia seguinte, não que Saya seja assassina. Ou tragédias relacionadas a ela sem que ela tenha conhecimento ou contato direto.

"O meu gato miava de um jeito estranho enquanto via um avião passar pelo ceu. Ouvindo bem ele miava "Saya". Alguns minutos depois, eu ouvi um barulho de explosão vindo da montanha ao oeste. Era a queda do avião."

   Esse aspecto deve ser o que mais prende o leitor até o fim, com a curiosidade de saber o que toda essa confusão significa e ao terminar tem uma sensação inesperada e unica, sem saber nem como defini-la. Suicide Club realmente é uma história unica e uma experiência estranhamente incrível. É claro, para os fortes!

" Estou morrendo agora"

    




   
   



domingo, 30 de julho de 2017

"Quem nunca dividiu um crush com a melhor amiga?"


A TEIA DOS SONHOS

UMA HISTÓRIA DE KARINE ARAGÃO




   Sabe... daqui a alguns anos a palavra "crush" seja algo bem brega, mas é interessante o quanto não pensamos nesse fato quando a usamos, deve ser porque o peso simbólico presente nela nunca vai mudar, é... esse tipo de coisa acontece constantemente, mas essa história não é sobre isso (não apenas é claro).


   Já pensou que a qualquer momento podemos morrer? Mas é claro que já! Esse é um dos maiores dilemas do ser humano. As vezes esse pensamento fica martelando na cabeça de alguns a ponto de esquecerem de viver, para outros acontece de maneira passageira, como alguém chamando nosso nome em meio a pessoas conversando no recreio, quase imperceptível, mas sabe que tem algo lá. Entretanto, todos tem essa certeza, hoje posso está aqui, amanhã não mais, Esse é o problema!
    Ninguem nasce com um manual de como viver de modo que faça valer a pena, nem sabe o dia em que vão para o outro lado (se tiver um outro lado), bom, o fato é que as coisas acontecem e na maioria dos casos não podemos prever, ou evitar, e principalmente, voltar atras. "Então o que fazer?" talvez você concorde, talvez não, mas não há muito o que fazer, viver é simplesmente...viver.

"Quando ela pulou pela janela, parte de mim também se foi."

   As vezes eu penso que quando alguém morre, pra ela não resta muita coisa, quer dizer, não que eu não acredite em uma divindade, não é isso. Penso que o que resta pra ela não interessa a nós, afinal, diferente daqueles que vão, nós ficamos. Acho que na verdade eu não me importo com o lado de lá, mas curiosamente algo nos prende. É como se uma parte de nós tivesse morrido junto com aqueles que amamos. A questão não é os que vão, é os que ficam! O que dizer em um velório? Mais um dilema da sociedade.
   A vida podia ser bem simples não acha? Ela podia ser só, sei lá... vida não é? Pelos menos eu não sei como consolar alguém que perdeu ou outro alguém, na verdade odeio fazer isso, até porquê quem se foi não volta mais, pelo menos é esse o objetivo de quem escolhe ir (como esse é o caso da nossa história). Então por que? Por que tudo isso? Bom, não sei se você nunca percebeu, mas assim como alguém leva uma parte sua quando se vai, ela deixa muito mais de sí próprio, é simplesmente por isso.


     Uma teia dos sonhos, algumas pessoas são como teias dos sonhos, elas vem e purificam todo o nosso caos, elas seguram o nosso braço para que não pulemos. Sim! Sempre queremos pular, pular é mais fácil, mas dizer isso é egoismo meu para os que de fato o fizeram. O que os leva pular nunca é fácil, mas carregar nas costas a dor daqueles que pulam é pior, muito pior. Isso porque eles deixam tudo pra traz, um presente para os vivos, para que eles continuem vivendo com os que ficaram, dentro deles.
   Agradeça a aqueles que vão, eu sei que pode ser um pensamento meio psicopata, mas veja, eles fazem que lembremos que estamos vivos. De maneira estranha eles deixam uma grande teia dos sonhos, só para nós, porque de fato eles também nos amava. Um objetivo, um alguém, alguém para que amemos, que segure nossa mão para não pular!


"Será que ele também poderia ser uma teia dos sonhos para mim?"


  
  
As vezes só temos medo de voltar a viver, talvez achemos que não temos direito de voltar, quem sabe?! Mas é isso que nos resta, não somos nós que escolhemos viver, estamos aqui, só estamos. Cabe a nós viver, devemos isso aos que foram, aos que pularam e aos que ainda não estão nesse mundo.

NÃO PRECISAMOS DE MUITO
TALVEZ VIVER NÃO SEJA TÃO RUIM 
TALVEZ A VIDA NÃO SEJA TÃO COMPLICADA
QUEM SERA MINHA TEIA DOS SONHOS?








Saiba mais sobre ela em:
facebook.com/kkarinearagao
ou
facebook.com/ateiadossonhos
 QUEM É KARINE ARAGÃO

   "Karine Aragão é doutora em Cultura Contemporânea,
pelo Programa de Pós Graduação da PUC-RJ.
Leciona para adolescentes, em Niterói, desde 2010.
   Assumidamente apaixonada por contos de fadas, Clarisse
Lispector, Fabio Jr. e Nicholas Sparks, acredita que as
inquietações da adolescência começam para nunca terminarem.
Afinal somos apenas adultos de 20, 30, 40 e poucos anos,
tentando disfarçar, com doses falsas de estabilidade, o tormento
diante de todas as incertezas da vida..."









"O seu lugar pode ser qualquer um desse mundo.O que não quer dizer que você nunca vai errar, mesmo estando nele"

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Sobre um grande fracassado

"Nada vem fácil para para um ser humano como eu. Isto não é uma queixa.É só uma verdade."


A GAROTA QUE EU QUERO

UMA HISTÓRIA DE MARKUS ZUSAK




   A maioria das pessoas, para não dizer todas, possui um desejo dentro de sí, um desejo que podemos chamar de "nos dar bem". Muitos lutam para conquista-lo, outros parecem que já possuem desde sempre, e alguns em um punhado da humanidade, sente que nunca irão conquistar. Entretanto ao deparar com certos exemplos, sabemos que lá no nosso interior existe uma parte que sente aquela dor, aquela que parece mais como um leve incômodo, algo que sabemos que não está certo, algo que parece esta faltando, mas, ignoramos o que é: a dor de ser um completo fracassado.


    "Uma garota", esse era o "nos dar bem" de Cameron Wolfe, e de muita gente nesse mundo não é verdade...
Mas para Cameron não era apenas o ter uma garota, era tocar, sentir e mergulhar naquilo que ela era. Não como Rube, ele sempre tinha uma garota, ele tinha o "nos dar bem", bom, por uma semana, pelo menos com a mesma garota.
    Quando somos um poço de fracasso e queremos nos dar bem, esperamos nos espelhar em algum modelo, acho que não só quando queremos nos dar bem, nos espelhamos em um modelo, é só. A maioria tem medo, medo de fracassar, mas esquece nesse meio tempo, entre a busca do modelo ideal de sucesso, que de fato, já é um grande fracasso. Cam poderia tentar ser como Rube, como Steve. Rube sempre tinha determinação, sempre sabia o que fazer, o que dizer, era pronto pra qualquer coisa, Steve a vontade, aquela de não deixar que ninguém o derrubasse, nada podia ir contra Steve, ele sempre sabia como vencer. 
    Cam não podia, sabia que não era de nada, não podia ferir aquilo que os irmãos era tentando ser como eles, ele só podia se concentrar em ser bom no que fazia de melhor: fracassar.


"EU ESTAVA MAGOADO,MAS COMO FALEI,
NÃO TINHA IMPORTÂNCIA.

EU JÁ HAVIA SIDO MAGOADO ANTES

E SERIA MAGOADO OUTRAS VEZES"


    É fácil julgar alguém, isso porque é difícil sentir o que o outra sente. Muitas vezes não sabemos bem o que sentimos, quem dirá o que sente o outra, mas é incrível como as pessoas insistem em falar de coisas que elas não sabem, bem... acho que no fundo somos uma bando de fracassados afinal. Mas depois de tudo isso, percebo que você pode esta achando que estou falando de uma história depressiva, todos sabemos, que tudo isso é um fato da vida, a pura verdade da existência humana, bom se você não sabia, acho que agora sabe, se negar só piora, acredite.
      A vida é assim mesmo, cabe a cada um como lida com isso.




     Cameron Wolfe escrevia. Quando Cam escreveu pela primeira vez ele pode ver o que ele era. Era algo a se agarrar, uma coisa só dele, uma conquista, talvez um "nos dar bem"?, talvez o caminho para esse "nos dar bem", era um segredo que ele compartilhava com ele, pôde ver sua alma. Lembra que ter uma garota era o "nos dar bem" de Cameron? Pensando melhor, talvez as pessoas possam ter esse "nos dar bem", talvez só não sabemos procurar onde. Ou talvez, todos tenham o seu punhado de fracassado e nos damos bem quando achamos outro fracassado. E meio paradoxo, eu sei, mas parece correto.
   Seja como for, Cameron Wolfe, o garoto que caminhava pelas ruas sem sentido, que olhava garotas nas revistas da barbearia, admirando suas formas,imaginado como seria ter aquela garota, como não saberia o que fazer se de fato a tivesse, sabendo que nunca a teria; o garoto que sentava em frente a casa de menina que um dia o tinha dispensado; aquele que tinha seu irmão como melhor amigo (viva o sangue dos Wolfe ).

sim, Cameron Wolfe se deu bem,
a sua maneira.




sábado, 15 de abril de 2017

Mais um relato da guerra

"Eis um pequeno fato:
você vai morrer"

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

     Pensar em começar a contar uma história com uma colocação tão forte e sombria como essa realmente é algo que pode lhe afastar do que ela conta? Não mesmo! Até porque ninguém pode afastar-se da realidade, e é isso que essa história vem lhes contar. É verdade que conflitos, como foi as duas grandes guerras mundiais, trazem consigo a dor e o ódio que apenas quem vive aquele momento pode entender o peso deses sentimentos,mas também é verdade que elas tem muitas histórias para contar, essa é uma delas.


     Viver a realidade sem saber sua magnitude é realmente um desafio, principalmente para a nossa protagonista. Pense nessa pequena ideia: Uma garotinha na Alemanha nazista, entregue pela mãe a uma família em uma cidade desconhecida, buscando entender algo que está muito além do que ela pode compreender, mas ainda sim, presente em tudo que a cerca, como se fosse algo que dependesse da própria existência das coisas, encrustado nessa realidade que tanto a toca, mas menos a entende, até porque, aquilo que se mostra é a guerra, a morte.
                                           

"É só uma história, na verdade,sobre,entre outras coisas:

ALGUMAS PALAVRAS
UM ACORDEONISTA
UNS ALEMÃES FANÁTICOS
UM JUDEU LUTADOR
E UMA PORÇÃO DE ROUBOS"

     Enquanto livros eram incendiados em grandes fogueiras, pessoas torturadas, lojas reduzidas a cacos e campos de concentração cada vez mais povoados a fim de aumentar o ego de um dado Führer e "tornar grandiosa" uma nação, Liesel Meminger buscou nas palavras aquilo que nem ela sabia ler dirito, mas as sentiu e entendeu a força que elas tinham, de mudar o mundo, de salva-lo ou destrui-lo, de perder-se ou encontrar-se, o que daria sentido a vida e a morte. Sim! Palavras iniciam guerras e as mesmas estabelecem a paz, e no fim, lá estão elas, como uma arma usada inocentemente pelos humanos.


     O tormento da guerra traz a morte, mas de uma maneira paradoxa também a vida, ela estava lá no acordeão do pai e nos seus olhos de prata, na maneira como piscava e nos cigarros;nas colheres de pau da mãe sempre ameaçando uma nova "watschen", na sua língua comprida muito bem casada com a paciência curta, em ser uma boa mulher em tempos de crise e na roupa lavada; nos livros da mulher do prefeito com aquele ar distraído e melancólico; na interpretação meteorológica de um judeu renegado bom de socos e palavras cruzada, do Mein Kampf e um boneco de neve que nunca vai derreter; e no beijo nunca dado do melhor amigo da casa ao lado, correndo pintado de carvão na noite nazista, nos "saumensch" e todo o resto; até na morte, elas estão bem escondidas, observando sorrateiramente, basta apenas

ler, sentir, viver

"QUANDO A MORTE CONTA UMA HISTÓRIA, VOCÊ DEVE PARAR PARA LER"



sábado, 1 de abril de 2017

O reino das vozes que não se calam



Sophie se esconde de todos e de se mesma


     Uma menina insegura que não consegue enxergar sua beleza e talento. Uma jovem que tem dificuldade de se relacionar com outras pessoas por conta da formo diferente de como ver o mundo – uma forma mágica, onde a tristeza é um pântano cinza com feias criaturas e a felicidade é um violão, um caderno onde pode compor suas musicas e seu amado cachorro Dior.

     A única amiga que tinha na escola era o completo oposto de si mesma. Anna era uma garota popular, cheia de amigos e que tinha Sophie como sua melhor amiga. Infelizmente Ana nunca esteve na mesa sintonia de Sophie, a garota nunca entendeu o que se passava no mundo da amiga e que acaba fazendo muito mal para Sophie por julgar errado seus sentimentos e por nunca ter realmente prestado atenção no que a amiga queria e gostava.


Sophie se via como a sombra feia de Ana e seus amigos


      Seus dias se perdem entre os caminhos tortuosos dos que convivem com a depressão e o bullying, e a jovem aos poucos vai se fechando na escuridão de seus pensamentos.

     Desesperada e sem coragem de lidar com seus problemas ela acaba descobrindo um lugar mágico: um Reino onde as vozes não se calem, as criaturas encantadas se tornam reais e a mamam incondicionalmente – um local colorido onde ela finalmente poderá se encontrar.




Se você encontrasse um lugar onde todos o aceitassem...

Seria capaz de abandoná-lo?

     Dividida entre o real e a magia – entre sua família e seu reino- Sophie passa a sofrer cada vez mais por não poder ficar definitivamente no reino e por saber do sofrimento que infligiria aos pais se sumisse.
     
     No meio desse turbilhão ela contará com a valiosa ajuda de um rapaz comum e uma guardiã encantada, que lhe mostrarão os segredos da alma e a farão decidir se vale a pena enfrentar seus medos ou viver em um eterno conto de fadas.
   
     Descubra o que a vida proporcionou para Sophie e quais escolhas ela fez no encantado livro O REINO DAS VOZES QUE NÃO SE CALAM .

sábado, 25 de março de 2017

Esperança


Olá querido leitor, hoje quero começar essa narrativa com um pedido... Feche os olhos e imagine....
Se imagine aos 12 anos perdendo o pai e tendo que sustentar sua mãe e irmã ...
Agora se imagine aos 16 anos indo para uma arena onde só sairá de lá viva ou morta ....
Se imagine saindo dessa arena viva, mas com o peso da morte em suas mãos e com a perseguição de um governo em suas costas e sobre a sua família ...
Imagina-se aos 17 anos tendo que voltar para aquela arena. A arena onde todos querem te matar, mas só consegue sair de lá como rebeule- contra a sua vontade- e muito machucada...
Imagine-se acordando e descobrindo que seu distrito foi bombardeado, que seus amigos e visinhos estão MORTOS- mesmo que sua família esteja viva seu passado foi queimado.
E por ultimo... imagine saber que conseguiu sair viva mas que seu companheiro de jogo, seu amigo, o garoto que te apoiou, te ajudou, te protegeu, o garoto que você sente um amor- mesmo sem saber se é amor de irmão, amigo ou companheiro, simplesmente ama e não sabe-  saiu da arena mas está nas mãos da capital sendo TORTURADO....
Qual seria sua reação?
O que você faria?
O que sentiria?
 Admito que eu ficaria sem reação, ficaria perturbada, ficaria um pouco loca ... Sabe por quê? Porque eu sou humana. Por que eu seria apenas uma menina de 17 anos. Porque eu não saberia em que me apoiar. Por que meu mundo teria virado de cabeça para baixo.
     E é exatamente isso que Katniss é. Apenas uma menina...
     A coragem de Katniss nos Jogos Vorazes fez nascer a esperança e um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade –por conta de tudo o que já passou e pelo o que está passando no momento- ela precisa assumir seu papel como símbolo da causa rebelde.

KATNISS PRECISA VIRAR O TORDO


O sucesso da revolução depende de Katniss aceitar ou não esse papel.
Será que vale apena colocar sua família em risco novamente?
Qual será o preço pago pela revolução?
O que vai acontecer com Peeta nas mãos da Capital?
O que vai acontecer com Gale?
O que significa uma revolução para o distrito 13?
O que vai acontecer com Katniss?
Quais decisões ela terá que tomar e o que ela vai perder no caminho?

A ESPERANÇA NASCE

A REVOLUÇÃO COMEÇA

E OS JOGOS CONTINUAM

As respostas para todas as perguntas e o desfecho da revolução você encontrará no maravilhoso e ultimo livro, da trilogia dos Jogos Vorazes, A ESPERANÇA

UM RECADO PARA A CAPITAL
“VOCÊ PODE NOS TORTURAR E NOS BOMBARDEAR E QUEIMAR NOSSOS DISTRITOS ATÉ QUE ELES VIREM CINZA, MAS SE NÓS QUEIMARMOS, VOCÊ QUEIMARÁ CONOSCO”

E QUE OS VERDADEIROS JOGOS VORAZES COMECE!!



quarta-feira, 15 de março de 2017

Em Chamas



     Após muita luta e incríveis revira voltas Katniss Evrdeen e Peeta Mellark conseguiram sair vivos dos jogos vorazes. Porem nunca na história de Panem duas pessoas foram vitoriosas dos jogos - a principal regra sempre foi  “ o ULTIMO vivo venceria”.
     Katniss e Peeta agora não eram mais somente dois jovens que venceram juntos o mesmo jogos vorazes - o que já seria o suficiente para a capital querer matá-los -  mas conseguiram ridicularizar a capital, se tornarem heróis nacionais e durante os jogos fazer todos, inclusive o próprio Peeta , acreditarem que eram um desventurado casal apaixonado que foi parar na arena por um cruel golpe do destino.
     Para piorar a situação a vitoria do desventurado casal parece ter mudado definitivamente alguma coisa em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente.
      A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão de problemas, aplausos, adoração do povo e perseguição da capital ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem – e bonitão - caçador Gale, mas para proteger sua família, amigos e até a própria vida das ameaças feitas pelo presidente Snow é obrigada a continuar fingindo que é loucamente apaixonada por Peeta.
     Já o governo parece extremamente preocupado com a influência que os atos de um casal de adolescentes sobreviventes aos jogos estão causando com a população. Por isso existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique mandá-los para a arena novamente.
    
AS FAGULHAS SE ACENDEM

AS CHAMAS SE ESPALHAM


E A CAPITAL QUER VINGANÇA


     Querido leitor, para a simples analise que hoje proponho vamos começas com os sentimentos:
     
     Para a minha pessoa (lembrando que vocês sempre podem discordar comigo) Gale foi um “banana” tendo anos para dizer que gostava de Katniss, mas só expressando que sentia algo por ela quando a viu com outro e ainda se aproveitando do fato de que Katniss não conseguia ver os ama sofrer para arrancar beijos e pequenas demonstrações de afeto.(isso fica claro em várias cenas do ultimo livro mas no Em Chamas já é bem perceptível)
     Peeta é o nosso pobre apaixonado iludido, tendo gostado de Katniss dês de sempre e na arena, quando era uma questão de vida ou mote, acreditando que a encenação de Katniss– que na minha humilde opinião não era sempre só encenação – era real e se decepciona ao voltar para o distrito 12 e descobri que o conto de fadas não era real. Ele se ver magoado pela menina que sempre amou, mas se obrigando a continuar “encenando” um amor para o publico para ajudar a mulher que o magoou, mas mesmo assim continua amando.
     E por ultimo temos Katniss, uma menina que já sofreu tanto, já passou por tantas coisas e agora tendo que lidar com a confusão dos sentimentos. De um lado ela tem seu melhor amigo, seu companheiro de caçada,a  pessoa que sempre a ajudou e sempre estava ao seu lado: Gale. E do outro lado tinha o Jovem Peeta de quem recebeu ajuda quando estava morrendo de fome, a pessoa que lhe mostrou- mesmo sem querer- que ainda havia esperanças e que ela tinha forças para continuar, a pessoa que foi sua aliada na arena, o jovem por quem ariscou a vida para salvá-lo nos jogos e o jovem que também teria dado a vida por ela. O problema é que Katniss nunca pensou de forma romântica, para a parte consciente do cérebro dela era sempre uma questão de sobrevivência.

Mas quem sabe o que se passava no seu subconsciente?

Quem Katniss realmente amava?

E quem realmente ama Katniss?
     
Agora vamos para a política:     
       
O presidente Snow é uma serpente perigosa que sempre passou por cima de seus concorrentes ou aliados que demonstravam o mínimo de perigo, para a sua soberania, de forma brutal. Um homem que governa a anos com mão de ferro e presas venenosas não ia aceitar de bom grado que um “casal apaixonado” passasse a perna no seu maior símbolo de poder: os Jogos Vorazes.
     O problema do presidente Snow era a adoração que o povo tinha pelo o feito dos dois, a força que esse feito colocou sob a população. Ele não podia simplesmente matar os dois sem motivos. Primeiramente ele tinha que fazer os distritos odiar - ou pararem de amar -  Katniss e Peeta e depois bolar um jeito de matá-los sem sujar as próprias mãos – mesmo que ele tivesse que mandar os dois para a arena novamente.
     Para uma população tão oprimida durante anos na qual a maioria vivia na pobreza – menos, claro, a população da capital- o ato de rebeldia que tirou os dois vitoriosos da arena significa muito mais do que só o amor juvenil e sim a demonstração da força que as pessoas têm contra a capital quando querem e se unem. E a capital sem duvidas sabia disso.
     O desenrolar dessa história não poderia ser mais explosiva, excitante e surpreendente. Um turbilhão de acontecimentos, mudanças, ameaças, muita lutam por sobrevivência e um incrível final que é só co começo de mais uma história é o que você vai encontrar no fantástico livro EM CHAMAS.